Romanticism, Hermeneutics and the Crisis of the Human Sciences
📘 About This Book
As ciências humanas estabelecidas e desenvolvidas no século XIX desintegraram-se lentamente. É um fim irônico. Foi em nome de uma maior legitimidade de critérios psicológicos mais universais que seus arquitetos repudiaram o padrão teológico tradicional para valorar e avaliar palavras e atos humanos. Em retrospecto, podemos ver que a universalidade foi de fato alcançada, mas apenas ao custo de alienar qualquer senso de legitimidade comum. Harold Bloom, defendendo o cânone amplamente na convenção humanizadora do 'senso moral' de críticos que atuam desde Matthew Arnold, tem mantido resolutamente a legitimidade comum do valor estético contra as reivindicações de grupos de interesse particulares. Mas a própria universalidade atribuída ao valor estético está em desacordo com o mundo do senso comum, e, portanto, está na raiz do problema. Para complicar as coisas, essa universalidade tem sido compreendida como um critério tradicional. É necessário um tratamento mais radical do assunto. Este estudo começa mapeando o campo da hermenêutica moderna. Observando suas crises repetidas de autolegitimação, ele as rastreia até crenças circulares legadas pelo Romantismo de que a natureza humana é autogeradora e, portanto, pode ser conhecida de maneira íntima e autônoma. Após fornecer uma visão geral histórica de como a natureza humana havia sido compreendida, o foco muda para o ataque na Biographia Literaria de Coleridge ao Prefácio de Wordsworth de 1802 às Lyrical Ballads, e para uma leitura de alguns textos românticos fundamentais.
📖 Resumo
Romanticism, Hermeneutics and the Crisis of the Human Sciences, de Scott Masson, oferece um exame profundo e crítico de como as ciências humanas evoluíram, se desintegraram e perderam seu embasamento fundamental desde o século XIX. Publicado em 2017 e com 393 páginas, o livro investiga a trajetória histórica e filosófica que levou à atual fragmentação das humanidades. Masson explora o legado irônico do século XIX, um período em que os arquitetos das ciências humanas buscaram estabelecer critérios psicológicos universais para avaliar palavras e atos humanos. Ao fazerem isso, esses pensadores repudiaram os padrões teológicos tradicionais que anteriormente serviam de base para valorar a ação e a expressão humanas. Com o benefício da perspectiva histórica, Masson ilustra como essa busca pela universalidade foi de fato bem-sucedida em um sentido restrito, mas teve um custo catastrófico. Ao despojar as estruturas tradicionais, as ciências humanas alienaram qualquer senso compartilhado de legitimidade comum, deixando as disciplinas modernas sem amarras e vulneráveis à fragmentação ideológica. O texto dialoga com proeminentes tradições críticas, examinando figuras como Harold Bloom, que defendeu famosamente o cânone literário dentro da convenção humanizadora do senso moral estabelecida por críticos como Matthew Arnold. Bloom tem mantido resolutamente a legitimidade comum do valor estético contra as reivindicações fragmentadas de vários grupos de interesse contemporâneos. No entanto, Masson destaca uma profunda tensão no cerne dessa defesa: a própria universalidade associada ao alto valor estético frequentemente parece completamente em desacordo com o mundo vivido do senso comum. À medida que os critérios estéticos se tornam cada vez mais abstratos ou divorciados de realidades comunitárias compartilhadas, eles lutam para fornecer uma visão unificadora da cultura humana. Por meio de rigorosa crítica literária e análise hermenêutica, Masson rastreia como o romantismo e a teoria interpretativa se entrelaçam com essa crise em curso. O livro não se limita a diagnosticar os sintomas da desintegração acadêmica e cultural; ele convida os leitores a reconsiderar as premissas filosóficas que regem a vida intelectual moderna. Ao explorar as profundas raízes históricas de nossa situação atual, Masson fornece uma estrutura sofisticada para entender por que as ciências humanas continuam a lidar com crises de legitimidade, autoridade e valor. Acadêmicos, estudantes e entusiastas da teoria literária, da história intelectual e da crítica cultural acharão este volume extenso um envolvimento desafiador e gratificante com os dilemas fundamentais do pensamento moderno.
🎯 Lições principais
⚖️ Prós e contras
✅ Prós
Fornece uma crítica profunda e rigorosa das ciências humanas modernas
Oferece profundo engajamento com a teoria hermenêutica e o romantismo
Analisa de forma reflexiva o legado de críticos como Harold Bloom
Aborda as causas raiz da fragmentação cultural e acadêmica
⚠️ Contras
A prosa acadêmica densa pode desafiar leitores casuais
Argumentos filosóficos complexos exigem estudo atento e paciente
❓ Perguntas frequentes
Quem é o autor do livro? +
O livro foi escrito por Scott Masson.
Quando o livro foi publicado? +
Foi publicado em 2017.
Quantas páginas o livro contém? +
O livro contém 393 pages.
Qual é o foco principal do texto? +
Foca-se na crise e desintegração das ciências humanas através das lentes do romantismo e da hermenêutica.
O livro discute Harold Bloom? +
Sim, examina a defesa de Harold Bloom do cânone literário e do valor estético contra os grupos de interesse modernos.










